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A
pesca, como a caça e a extração de florestal são
exercidas sobre recursos naturais que se
caracterizam por serem renováveis (tempo em tempo).
A atividade pesqueira se desenvolve em
organismos que vivem em seu estado natural
diferentemente da agricultura e da pecuária, em que
o homem controla a alimentação e a reprodução dos
animais.
O município possui um grande
potencial hidrográfico formado pelas águas da Laguna
dos Patos e do Oceano Atlântico. Estas condições
naturais lhe permitem plenas condições para o
desenvolvimento da atividade pesqueira.
Devido às agressões ao meio ambiente, este
potencial está sendo altamente afetado pela
população de suas águas, pela pesca predatória e
pela deficiência de fiscalização causando a escassez
do produto e, conseqüentemente, aumentando as
dificuldades para uma parcela da população.
A pesca industrial é realizada em
alto-mar, além das três milhas, com barcos de grande
porte, acima de 15 toneladas. São utilizadas
extensas redes de arrasto o que proporciona maior
produção.
A pesca artesanal é praticada tanto na Laguna
dos Patos como nas quatro milhas oceânicas
destinadas a ela. É realizada por pescadores com
embarcações de pequeno porte, embarcações de convés
aberto (bote) com redes de menor tamanho do que as
utilizadas na pesca industrial.
Outra dificuldade que os pescadores do
município enfrentam é quanto à comercialização, pois
não existe um sistema definido, o que tem propiciado
a instabilidade do mercado.
A produção de São José do Norte é superior a
de Rio Grande, mas o produto da pesca local é quase
que totalmente entregue às industrias rio-grandinas
que absorvem a produção.
As principais espécies de pescado encontradas
em nosso potencial hidrográfico são: camarão,
tainha, corvina, anchova, bagre, castanha, pampo,
linguado, miragaia, papa-terra, pescadinha, pescada
olhuda, viola, cação, savelha, abrótea e outros.
Existe, no litoral Atlântico, a pesca do
marisco, praticada por turistas e moradores locais
para o próprio consumo. O marisco apresenta-se em
grandes quantidades, principalmente no verão,
chegando à praia por ação das ondas onde
freqüentemente se enterram, exigindo muitas vezes
dos pescadores o uso de pás para desenterrá-los.
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